quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Última Hora - EDP planta castanheiros no Parque de Montesinho após corte "abusivo" de carvalhos

Proprietários vão receber 2300 castanheiros

EDP planta castanheiros no Parque de Montesinho após corte "abusivo" de carvalhos

A EDP Distribuição vai entregar mais de 2300 castanheiros a 46 proprietários de oito localidades integradas na área do Parque Natural de Montesinho, como forma de compensação pelo corte abusivo de algumas centenas de árvores, essencialmente carvalhos, no início do ano.

O "incidente" ocorreu quando uma empresa ao serviço da EDP dava cumprimento à obrigatoriedade de criação de faixas de gestão de combustíveis e limpeza das áreas sob as linhas aéreas de alta e média tensão, que acabou por cortar de forma indiferenciada e, na óptica dos proprietários, indevida, as árvores em causa. "Um dos proprietários insurgiu-se contra a situação, a EDP foi contactada e os trabalhos pararam de imediato", conta Carlos Fernandes, representante da comissão de proprietários que desde a primeira hora procurou que a empresa se responsabilizasse pelos danos causados.

Numa primeira fase, a empresade distribuição de energia eléctri-ca prontificou-se a plantar uma área de 3,5 hectares de árvores àescolha numa área baldia, mas co-mo os "lesados" se distribuem poroito aldeias diferentes a solução não foi considerada adequada.

Este incidente serviu para criar regras para o futuro. Ontem, em Terroso, no concelho de Bragança, o presidente da EDP Distribuição, João Torres, assinou três acordos de cooperação para a regulação de intervenções no futuro, um primeiro com os proprietários lesados, um segundo com os responsáveis pelo parque e um terceiro, mais abrangente, com o Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade. "Desta forma, todas estas entidades vão colaborar connosco na criação das faixas de gestão de combustíveis, e vão-nos indicar qual a melhor forma de o fazer e assim evitamos futuras situações de conflito", justificou.

A criação de faixas de gestão de combustíveis tem como objectivo a protecção das infra-estruturas de transporte de energia e a redução das condições de ignição e de propagação de fogos florestais. "Temos encontrado um clima bastante favorável", referiu João Torres, acrescentando que nos últimos dois anos a empresa teve contacto com mais de 5500 proprietários, em cujos terrenos foram colocados postes ou que foram atravessados por linhas aéreas, e nesse universo "houve entre dez a 15 situações de conflito", adiantou. A política da empresa é "evitar" o litígio.

Em compensações financeiras pelo uso das propriedades particulares a EDP pagou no último ano 2,7 milhões de euros. Nos próximos dois anos, a EDP Distribuição vai investir mais de 15,5 milhões de euros na recuperação de 23 mil quilómetros da rede de alta e média tensão e na criação de 2500 km de rede secundária de faixas de gestão de combustíveis.n

Ana Fragoso

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

EDP vai "limpar" zonas florestais junto a um terço da sua rede de distribuição]‏

15 milhões em três anos para evitar incêndios

EDP vai "limpar" zonas florestais junto a um terço da sua rede de distribuição

A EDP anunciou hoje que vai investir, nos próximos três anos, mais de 15 milhões de euros na limpeza das zonas florestais junto às linhas de distribuição para evitar a deflagração e propagação de incêndios.

As acções vão abranger um terço dos mais de 66 mil quilómetros da rede aérea da eléctrica nacional e visam a manutenção e também a criação de novas faixas de gestão de combustível em torno dos postes de alta e média tensão.

O Parque Natural de Montesinho, no Distrito de Bragança, é uma das zonas abrangidas e para o efeito a EDP formalizou hoje dois protocolos com o ICNB-Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade.

Os protocolos estabelecem os termos da colaboração entre as duas entidades e a regulação das intervenções a realizar numa zona integrada no Sistema Nacional de Áreas Classificadas.

As intervenções serão realizadas ao nível da constituição e manutenção da rede secundária de Faixas de Gestão de Combustível, a desenvolver sob a rede de distribuição de energia eléctrica, bem como para manutenção das faixas de protecção das linhas aéreas de alta e média tensão.

Segundo a EDP, a rede secundária de Faixas de Gestão de Combustível visa a gestão da carga combustível ao nível do solo, de forma a garantir a protecção das infra-estruturas e a redução das condições de ignição e propagação de fogos.

Por sua vez, a manutenção das faixas de protecção das linhas aéreas de Alta e Média Tensão visa assegurar que a distância entre as árvores e as linhas se mantém dentro dos valores regulamentares, não pondo em risco a segurança de pessoas e bens.

A empresa refere ainda que "a manutenção destas faixas constitui uma responsabilidade dos proprietários dos terrenos que, quando cumprida, lhes permite maximizar a rentabilidade das zonas atravessadas pelas linhas".

Porém, "a EDP é forçada a actuar perante situações de risco nos casos em que os proprietários não executam as devidas acções de manutenção".

No triénio 2010-2012, a empresa prevê intervir em perto de 23 mil dos mais de 66 mil quilómetros da rede aérea de Alta e Média Tensão.

As intervenções representam um investimento superior a 15 milhões de euros e destinam-se à constituição de quase três mil quilómetros de rede secundária de Faixas de Gestão de Combustível, acções de manutenção em mais de 17 mil quilómetros de Faixas de Protecção de Linhas Aéreas e manutenção de 2520 quilómetros da Rede Secundária já existente.n

Lusa

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Incêndios- sortelha o maior da Europa

Cerca de 40 por cento dos fogos começaram durante a noite, afirmou o comandante operacional da ANPC RTP

A área ardida até ao final do mês de Setembro foi seis vezes superior ao mesmo período de 2008. Os 77 mil hectares de floresta e mato ardidos colocam Portugal no 3.º lugar dos países mais afectados pelos fogos, logo atrás da Espanha e da Itália. O incêndio na região da Guarda foi o maior da Europa, refere o sistema europeu de incêndios. Na origem dos fogos estão comportamentos humanos como negligência.

"Houve um aumento significativo do número de incêndios à noite", afirmou o comandante operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), durante a sessão de apresentação dos dados. Gil Martins considera que os resultados de 2008 e do ano antecedente foram "anos muito bons, mas não eram consolidados". O comandante sublinha que "não é possível alterar os comportamentos" de repente.

Os 23 043 fogos deste ano destruíram 77 131 hectares de floresta e mato, enquanto no ano passado os 9 945 fogos queimaram11 806 hectares.

Quase 70 por cento dos incêndios tiveram origem humana, 30 por cento estão relacionados com causas indeterminadas e um por cento começaram por causas naturais, detalhou o general Mourato Cabrita. Cerca de 40 por cento dos fogos começaram durante a noite, tendo o maior número destas ocorrências ocorrido a 30 de Agosto (184 fogos).

O principal factor humano identificado com os fogos é a negligência (41 por cento), seguida dos incêndios intencionais (28 por cento), referiu ainda o segundo comandante-geral da GNR.

O número de crimes "mais do que duplicou" e as contra-ordenações atingiram um número significativo. Mourato Cabrita considera que "as câmaras deviam exercer mais a sua capacidade coerciva sobre os cidadãos e exercer uma acção repressiva em caso de não cumprimento da lei". Uma das situações em causa é a limpeza das matas.

O facto de em Agosto ter ardido o dobro da área de Setembro poderá estar relacionado com as altas temperaturas e baixa humidade. Uma explicação afastada pelo responsável da Protecção Civil, segundo quem os dias de mais calor não coincidem com um grande aumento de ocorrências.

"A severidade meteorológica pouco tem a ver com o número de ocorrências. As condições meteorológicas e a orografia têm a ver com a forma como se propaga o incêndio, os comportamentos humanos têm a ver com o início dos incêndios", afirmou Gil Martins. O comandante operacional da ANPC sublinha que os 77 mil hectares de área ardida até 30 de Setembro ainda estão abaixo da meta anual (100 mil hectares) definida no Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios.

Portugal no top3 dos países mais afectados

Portugal foi o terceiro país da União Europeia mais fustigado pelos incêndios florestais, depois da Espanha e da Itália, refere o relatório do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais.

O primeiro documento publicado este ano, que reúne dados até final de Agosto, refere que foram mais os incêndios no Norte do país e que as áreas queimadas eram zonas florestais, de produção de madeiras e terrenos agrícolas.

Os incêndios florestais em Portugal atingiram 11 435 hectares que pertencem à rede Natura 2000. Ainda de acordo com o documento europeu, o incêndio na região de Sortelha (Guarda) de final de Agosto foi o maior fogo registado na Europa. Arderam 9841 hectares. In Rtp

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Clipping de 11-09-09

em http://www.colegio-florestal-sul.net/news.php

- Incêndios: Risco máximo em nove distritos de Portugal in Diário Digital

- Cavaco testemunha drama dos fogos in Correio da Manhã

- Altri tem o “papel principal” da bolsa na semana in Diário Económico

- Ministério da Agricultura desmente acusação de desinvestimento na
prevenção de fogos in EPA

- Floresta sem apoios para prevenção «há cinco anos» - Fórum Florestal in
EPA

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PJ investiga fogos que queimaram 10 mil hectares

Sabugal

PJ investiga fogos que queimaram 10 mil hectares

por AMADEU ARAÚJO,Hoje

PJ investiga fogos que queimaram 10 mil hectares

Suspeita. Números de área ardida superiores aos da Agência Europeia de Incêndios são avançados pelo presidente da câmara

Os fogos no Sabugal consumiram uma área superior a 10 mil hectares. A avaliação é do presidente da câmara que suspeita de fogo posto, tese que a Judiciária já está a investigar no terreno. A descida das temperaturas e o aumento da humidade relativa contribuíram para uma acalmia no combate às chamas. E ajudou os populares a fazer as contas aos prejuízos.

Quatro dias de fogo deixaram um rasto de destruição no concelho do Sabugal. Em Sortelha, onde as chamas consumiram 1555 hectares segundo os números do Sistema Europeu de Informação de Fogos, o fogo "matou animais, queimou pastos e barracões agrícolas", contou o presidente da junta. Aqui o problema é agora "a falta de alimento para os animais", lembrou Luís Paulo.

As chamas deixaram rodeadas de fogo as aldeias de Caldeirinhas, Dirão da Rua, Quarta-Feira, Vale da Escaleira e Quintas da Ribeira da Nave. A população criticou a falta de bombeiros, mas o comandante da Protecção Civil da Guarda recordou que "houve um momento em que o fogo progrediu rapidamente e as equipas de combate foram deslocadas". António Fonseca apontou a "elevada propagação do fogo que galgou a estrada nacional, numa altura em que as aldeias não estavam em perigo" como responsável pelo abandono "temporário" destes aglomerados. Apesar disso reconheceu que "o forte reforço de meios, que incluiu quatro colunas de reforço, obrigou a uma reorganização no teatro das operações e a situação, que ocorreu, durou pouco tempo", adiantou. Ontem, "as baixas temperaturas e o aumento da humidade relativa" deram aos bombeiros um dia de" rescaldo e vigilância, pese embora algumas reactivações".

Reactivações que para o presidente da Câmara do Sabugal "são fogo posto, sem qualquer dúvida". Só ontem "houve cinco incêndios novos e tem de andar aqui mão de alguém", adiantou Manuel Rito. A autarquia ainda se encontra a fazer o levantamento dos prejuízos, mas o autarca aponta para uma "área ardida superior a 10 mil hectares", Números corroborados por alguns oficiais da GNR. A Agência Europeia de Fogos está ainda a contabilizar a área ardida, tendo apurado até agora que 6391 hectares foram consumidos pelas chamas.

Ontem ao início da noite os bombeiros continuavam a combater as chamas em Pinhel, na Guarda e em Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, Registaram-se também incêndios na Guarda, em Coriscada e Vila Real. A Sul, um fogo em Sesimbra, era ao final da tarde a única ocorrência a preocupar os bombeiros. Para hoje, o risco de incêndio volta a ser muito elevado no Norte do País e extremo em Bragança e Santarém. IN DN

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Clipping de 02-09-09

em http://www.colegio-florestal-sul.net/news.php

- *Fórum Florestal promove curso de Certificação da Gestão Florestal***

- *Incêndios: Risco máximo em concelhos de seis distritos** *in *Instituto
de Meteorologia*

- *Incêndios: Fogos extintos em Portugal** * in *Correio da Manhã

*
-* Já duplicou área de floresta ardida* in *Correio da Manhã*

sábado, 15 de agosto de 2009

Distrito de Santarém lidera prevenção de incêndios | O Ribatejo | 07-08-2009‏

Fonte: http://issuu.com/oribatejo/docs/ed_1240/29

Distrito lidera prevenção de incêndios

O Ribatejo, 07-08-2009

SíGES premiado nos EUA

Sistema desenvolvido em Santarém premiado nos Estados Unidos da América

Foi apresentado,

no Governo Civil, o prémio internacional atribuído ao SIGES - Sistema Integrado de festão de Emergências de Santarém. Na cerimónia, o secretário de Estado da Protecção Civil elogiou o sistema de informação geográfica desenvolvido em Santarém, e que se encontra agora também acessível ao CDOS, GNR e PSP.

O governador civil, Joaquim Botas Castanho, referiu que a distinção recebida da empresa ESRI, no passado dia 15 de Julho, nos Estados Unidos, é a "prova de que somos capazes e que devemos continuar em Portugal fazer do melhor que se faz no mundo".

Botas Castanho considerou o prémio um "estímulo e reconhecimento moral". O SIGES foi um dos projectos a nível mundial a ser agraciado com o prémio "ESRI Special Achievement in GIS 2009", resultado das "contribuições extraordinárias para a nossa sociedade global e que estabeleceram novos precedentes na comunidade dos sistemas de informação geográfica", explica a empresa.

Para o Secretário de Estado, o SIGES é consequência de uma conjugação de esforços: "Reuniu-se aqui em Santarém um conjunto de boas vontades de pessoas motivadas e juntou-se a capacidade técnica". José Miguel Medeiros acrescentou ainda que é necessário dar continuidade ao processo, pois é o passo essencial para que os sistemas de informação geográfica possam ganhar dimensão nacional.

"A aposta nas novas tecnologias tem sido um dos pontos fortes da protecção civil em Portugal, área onde foi dado um salto qualitativo", defendeu o Secretário de Estado. Os mecanismos legais criados, a reorganização estrutural do sector, a definição e articulação entre os diversos agentes e o reforço de competências dos Governos Civis permitiram fazer uma «revolução tranquila» da protecção civil, adiantou.

Na cerimónia, foi ainda formalizado o acesso ao sistema ao Comando Distrital de Operações de Socorro, à Guarda Nacional Republicana e à Polícia de Segurança Pública.


Número Caracteres: 2233


© manchete,1996-2009


--
Andreia Gonçalves
Lúcia Batista

SIGES - Sistema Integrado de Gestão de Emergências de Santarém
Governo Civil de Santarém
Tel. 243 304 532
http://www.gcs.pt

Ler os negros para interpretar o comportamento dos incêndios florestais


Depois do incêndio é necessário ir para o terreno e interpretar como foi o seu comportamento. O Comando Distrital de Operações de Socorro/ANPC de Castelo Branco desenvolve um projecto pioneiro para criar um histórico dos incêndios e retirar lições com a experiência adquirida ao longo dos anos.

A forma como o fogo evolui, o comportamento da combustão e as consequências que daí advêm são os pontos de partida de um trabalho que tem vindo a ser desenvolvido por José Cruz, adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco.

Este trabalho, que nada tem a ver com a investigação das causas dos incêndios, competência da GNR e Policia Judiciária e há já algum tempo que vinha a ser desenvolvido no Concelho de Castelo Branco, mas o Comando Distrital de Operações de Socorro – CDOS de Castelo Branco, considerou ser pertinente e útil a sua expansão a todo o Distrito. in Reconquista

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Clipping de 12-08-09

em http://www.colegio-florestal-sul.net/news.php

- *Mais de 10 mil incêndios assolaram 21 mil hectares *in *DN*

- *Parque Natural do Douro sem vigilantes *in J*N*

- *Tutela nega que sindicato que representa vigilantes da natureza tenha
pedido audiência *in *Expresso*

- *Governo anda a «brincar com os trabalhadores»

, acusa FNSFP *in Dinheiro
Digital

- *Vigilantes da natureza exigem clarificação *in *Destak*

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Ardeu mais área florestal na Europa este ano que em 2008Ardeu mais área florestal na Europa este ano que em 2008

10.08.2009
Lusa

A área florestal ardida na União Europeia desde o início do ano já ultrapassou em 20 mil hectares a devastada pelas chamas em 2008. Segundo dados do Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS, na sigla em inglês), no ano passado perderam-se 180 mil hectares de área florestal, contra 200 mil este ano, sendo que Espanha e Itália foram os países mais atingidos, situação que o EFFIS explica com as condições climáticas extremas registadas na segunda quinzena de Julho.

O relatório de Bruxelas indica que além de Espanha e Itália, também França e, "em menor medida", Grécia e Portugal sofreram danos significativos.

De acordo com o EFFIS, a contribuir para o aumento da área ardida já este ano estiveram "vários episódios pouco habituais" de incêndios em Portugal e no Noroeste da Espanha registados em Março, onde o clima seco e os fortes ventos contribuíram para que ardesse uma área estimada em cerca de 25 mil hectares.

Durante os próximos dias, o risco de incêndio manter-se-á "elevado" em muitas zonas mediterrânicas e poderá resultar localmente em condições extremas, mas sem atingir os níveis de alerta do fim de Julho, prevê o EFFIS.

O organismo europeu também publicou hoje o relatório "Incêndios Florestais na Europa 2008" que dá uma panorâmica global dos riscos de incêndio florestal e do impacto dos fogos no ano passado.

Em 2008, foi cartografado um total de 158.621 hectares ardidos, em comparação com uma média anual de 483.896 hectares. A área ardida e os danos associados foram os mais fracos registados desde 1980 no Sul da Europa. As condições meteorológicas "favoráveis" do ano passado conduziram a menores níveis de perigo de incêndio na orla mediterrânica, com algumas excepções registadas na região Sudeste.

Entre os cinco países mais afectados pelos incêndios, 2008 foi "particularmente positivo" para Portugal, Espanha e França e "um pouco menos" para Itália e Grécia. Em Portugal, arderam 17.244 hectares, o que correspondeu a 11 por cento da área total desses cinco países e a uma redução de 45 por cento em relação ao ano anterior. Trata-se da menor área ardida dos últimos 30 anos, com um pico de 425.726 hectares registado em 2003.

Ainda no ano passado, também se registou em Portugal uma diminuição de 26 por cento do número de ocorrências – 13.832 fogos no total, tendo 81,5 por cento deles queimado áreas inferiores a um hectare.

O EFFIS também assinala que Portugal teve no ano passado a maior frota de aviões (56) dedicada à luta contra os incêndios florestais não tendo requerido assistência do mecanismo de protecção civil europeu. Por outro lado, registaram-se em Portugal três mortes relacionados com os incêndios florestais. Assim, Bruxelas conclui que Portugal "não foi afectado severamente" pelos fogos florestais em 2008.

O sistema EFFIS foi instituído pelo Centro Comum de Investigação e pela Direcção-Geral do Ambiente da Comissão Europeia e fornece alertas diários de risco de incêndio, bem como avaliações de danos em apoio aos serviços de combate aos incêndios dos Estados-membros da União Europeia, aos serviços da Comissão Europeia e a outras organizações neste domínio. in Ecosfera